Wednesday, November 11, 2009

Os abraços

Quer ver algo bonito?


Ontem assiste ao filme novo do Almodóvar, Los abrazos Rotos, e como sempre que vejo algo que me provoca alguma sensação, venho compartilhar minha experiência com quem interessar.
Primeiro tenho que confessar que sou completamente fã de Almodóvar. Mas meio diferente da relação fã X ídolo a que estou acostumada. Primeiro que eu não gosto de nenhum dos filmes dele e jamais acho que assisti algum mais de uma vez - e só faria isso obrigada - mas sou fã incondicional e assisto e assistirei sempre.

Porque?

Porque acho as histórias dele chatas, não acho nada demais em nada, e acho quase sempre um tanto quanto forçado aquela coisa de oh, no final tem surpresa. To falando mal? Nãoo, mas eu adoro!

Acho as obras dele um presente.

É um filme pra ser degustado, cada cena, cenário, trilha.
Os closes. As cores. Gosto, gosto muito da maneira sábia com que ele transforma um filme não em uma história pra ser contada, mas numa obra que dá um arrepio na alma da gente assistir. Acho que é uma obra linda.

Abraços, acho que é bem como Almodóvar disse, uma declaração do seu amor ao cinema, visto que a história se passa boa parte nos bastidores de um filme, mas acho que no fundo nem é isso que toca quem assiste. O que nós toca é de certa forma uma verdade que aos atores passam, de uma tristeza, uma inadequação. Tudo ali soa triste, mesmo quando não é pra ser. Tem uma cena, onde longe de tudo o casal tira uma foto. É tão desesperadora a expressão da Penélope Cruz, de quem estará sempre apreensiva. Eu achei tocante, mesmo com um roteiro que não tenha me provocado frenesis. A maneira da história ser dita, a forma, isso sim rouba a cena.

Se pedirem pra eu contar a história de abraços partidos, nem saberia como faezr pra contá-la toda. Eu descreveria algumas cenas que vi, isso sim. Exemplo, as duas melhores cenas de sexo do filme são a primeira, onde aparece apenas as costas de um sofá e o pé da menina balançando na ponta. E a da Penélope com o 'marido' onde os dois estão totalmente cobertos por um lençol branco, achei lindo e agoniante. O close nos sapatos vermelhos dela andando pela casa também tem um valor estético lindo (mas isso eu sou suspeita pra falar né hehe).

Mas a cena que mais me causou arrepio nos ultimos tempos foi no final, quando Mateo - personagem principal que rouba a cena do filme com sua atuação linda - já cego, 'assiste', ao lado de Diego, o vídeo gravado do acidente que fez ele perder a visão. E quando ali o garoto descreve pra ele que o que está aparecendo neste momento no vídeo é ele beijando Lenna (penélope cruz), Mateo pede que ele passe frame por frame pra durar mais tempo. Vai até a tv e passa as mãos nos rostos dele e de Lena em close.
A cena dura todo tempo do vídeo sendo passado frame por frame, somente vemos a tv e as mãos dele esfregando a tela, num beijo gravado com uma câmera ruim, meio escuro e com uma trilha que me fez praticamente chorar vendo isso.

E pra mim, isso já valeu o filme todo.

Não recomendo pra ninguém que não ame o cinema, que não encare um filme que seja diferente, que não esteja pronto pra se sensibilizar com detalhes. Porque esse filme não muda a vida de ninguém, mas inspira a vida da gente.

Algumas fotos, porque é isso que me refiro:E o trailer:





E tudo que ofereço é meu calor, meu endereço

''Me veja nos seus olhos, na minha cara lavada''


Acordou as 9.30 com os gritos e reclamações da síndica sobre o vazamento, sobre que ela não podia entrar e sair em horários absurdos como aquele, que ela levaria todas essas reclamações pra reunião, e blá blá blá. Fechou a porta com o telefone tocando, onde era ele pedindo que ela se vestisse, que iam almoçar com toda a família dele, que fosse bem arrumada porque era um restaurante chique e que não se atrasasse.

Te veste,arruma o cano, seja decente, seja pontual.

E ela só queria era dormir um pouco!

E no sono entrecortado, ficar pensando no gosto doce que estava nela, no cheiro antigo e na sensação de coração cheio. E cada vez que acordasse em meio ao sono leve, queria só poder reparar na luz do dia, que ela viu nascer junto com ele, entrando pela sala, e nesse momento ela teve vontade de ir até a janela e gritar pra síndica ‘sua demônia, eu saio essa hora sim, porque tu nunca deve ter percebido que certas coisas na vida só se pode fazer assim, a essa hora!E foda-se o encanamento.”

Com certeza.

Enfim, levantou sorrindo e colocou o vestido azul com sapatos vermelhos de salto altíssimo.

Quando ele a visse iria reparar em cada detalhe e comentar todos. Para ele, queria poder dizer, quando entrassem no restaurante chique:

‘essa madrugada eu saí do nada, as quase 5 da manhã, com um cara da minha infância que não via a anos, de pijama, com minha blusa de dormir aquela branca rasgada sabe que tu tanto reclama, de chinelos de dedo rosa que nem de marca cara são, de cabelo solto e crespo e bagunçado, de cara limpa e mãos vazias e foi a coisa mais viva e bonita que eu fiz nos últimos tempos.’

Sorriu pro espelho, se arrumou mais ainda agora lembrando. Porque arrumar-se era esconder tudo, e hoje, naquela madrugada, ela foi vista mais nua do que jamais havia sido vista na vida. Por um cara que nunca viu nada do corpo dela. Mas que a conhecia na sua forma mais original e não se importava com isso.

Ao chegar no restaurante, que devia estar a dias já escolhido, sentou-se a mesa e automaticamente pensou no porquê de precisarem ir a um lugar tão chique, tão caro, tão cheio de pessoas pra mostrar ou ocultar coisas, tão cheio de garfos e tão cheio de vazio.

Se ela, nessa madrugada, entrou num carro sem nada nas mãos, e foram sem rumo algum em direção a nada, até chegarem num local em que nunca tinham ido e rir completamente disso, e voltar e ver o dia nascer num lugar totalmente qualquer, sem ninguém além dos bichos que moravam ali, e darem as mãos num gesto tão antigo quanto eles dois ali, desarrumados virados saudosistas adolescentes doidos novamente de mãos dadas vendo o dia chegar.

-Garçom, por favor, quem é que está escolhendo essa música ambiente hoje? Isso esta horrível! Mal conseguimos conversar!

Ela lhes sorriu. Pensou na música ruim que ouviu no carro. Quase teve de segurar o riso dessa vez. Que bela merda, não tinham uma música boa eles dois, impressionante! A primeira vez que se beijaram a anos luz atrás era algo do tipo mas só de ouvir a sua voz eu já me sinto bem e aquela coisa toda. E agora, mesmo se encontrando do nada, no fim de uma sexta feira que já havia acabado para ambos, depois de anos sem se ver direito, de roupa de dormir, as 5 da manhã, mesmo depois de irem até fora da cidade, voltarem, verem o dia chegar, darem as mãos, lembrarem que os perfumes mudaram mas os cheiros continuam os mesmos, depois de olhar de novo dentro daquele olho enorme assim de cara limpa, depois de tudo isso feito assim do nada, feito assim as pressas, feito assim de loucos que eram, ainda assim a única música que lembrariam era uma música ruim. Enfim, Jujuba, bananada, pipoca. E Traz todo mundo, tá convidado, é só chegar.

Perguntaram do que ela estava rindo. Ela disse que riu porque serviram carne de pato no almoço. E isso lembrava ela de uma história engraçada.

Saturday, October 31, 2009

Decerto sonhou com alguma novela....

Para se ler ao som de ‘A rosa’ do Chico Buarque.

O cara

Toda história ou começa ou termina com pelo menos um cara. Provavelmente sem um cara, nem se tenha material pra uma história. Toda menina fala de um cara,ou chora por um cara, ri com ou de um cara. Geralmente os problemas e soluções da vida dependem de um cara.

Mas poxa, isso é normal. Não dá pra esperar que meninas, moças, mulheres e velhinhas só falem de trabalho e estudo. Sim, ainda há tempo para os caras na vida das mulheres de hoje em dia!

Tem gente que quando fala do cara, a gente já sabe exatamente quem é. Tem outras que a gente fica na dúvida e pensa ‘mas será que é aquele cara, ou é o novo cara? Ou será que é aquele lá mais antigo?’

Tem gente que vai ter pra sempre um cara. Tem gente que já até casou com o cara de tão cara que ele era. Tem gente que só encontra cara, tem gente que ainda sonha em achar o seu.

Tá, eu sei que estou meio enrolada, texto não fluindo, beleza. Poderia por a culpa do texto sem nexo num cara, ninguém diria que não. Até pra isso serve o cara, pra levar a culpa. Por todas as nossas precipitações, pelo álcool consumido, pelas ligações não identificadas de madrugada, pelos planos de vingança altamente bem arquitetados, mas nunca postos em prática, afinal, cara que é cara nunca merece nenhum mal.

Caras a gente tem orgulho, mesmo que a gente tenha chorados rios por eles, no fundo a gente sabe que valeu a pena, afinal era o cara! Chorar por babaca qualquer um, mas por um cara de verdade, ahh é pra poucas, tem que aproveitar.

Melhor que chorar então é quem só lembra de ter rido muito com o cara, olha pra cara do cara e já vem um rio de memórias doces que te fazem lembrar e pensar – que cara!

E todo mundo tem que saber que ele é cara, ao menos saber que ele é ou já foi o seu cara. Se não ele não era. Porque o Cara todo mundo sabe.

Os caras são aqueles que marcam, aqueles que queremos ter sempre por perto. Seja junto ou não mais, afinal cara que é cara é pra sempre o nosso, mesmo que não seja.

---


Enfim, uma parte desse texto veio logo que eu acordei, meio que em sonho. A outra parte eu quis escrever mesmo porque ontem eu ri muito com um desses caras e ele merece que eu fale dele sem ser através do meu subconsciente :)

‘Arrasa o meu projeto de vida, querida,estrela do meu caminho, espinho cravado em minha garganta, garganta, a santa as vezes troca meu nome, e some,no alto da madrugada...’

Thursday, October 29, 2009

Eu só queria ser a loira de vermelho...

Acabei de assistir ao filme Bastardos Inglórios.

Antes de ir até o cinema, perguntei pra algumas pessoas sobre o filme, pois havia assistido ao trailer e me parecia meio barra pesada demais pra minha atual fase. Não que eu me importasse com isso, eu adoro demais Tarantino, mas é que estou numa época tão estressante que tudo que eu queria era ver um filme daqueles que tu sai feliz da sala sabe, que dá vontade de ficar discutindo cada diálogo,cada cena, enfim, eu queria um filme levinho que me deixasse feliz – e como meu ingresso era cortesia,eu tinha que ir hoje e não podia esperar um dia mais calmo – e o que eu menos queria era um filme pesado de guerra e nazistas e anti- nazistas e sangue.

Ainda bem que eu ainda confio no meu próprio gosto, no Tarantino e nos meus amigos, porque olha, fazia muito tempo (muito mesmo) que eu não saia sorrindo de orelha a orelha de uma sala de cinema, realmente feliz demais com o que vi. Os diálogos mais longos,tensos e sarcásticos, as cenas de violência na medida, e perfeitamente arquitetadas, inclusive umas muito poéticas (loira judia de vermelho). Um roteiro imprevisível – no início do capítulo final eu falei ‘sério, eu não faço idéia do que vai acontecer’. E eu acho ótimo quando um filme consegue te fazer sentir isso.

Eu e meu irmão passamos o tempo todo nos olhando e rindo na volta, afinal, quem é que nunca teve um dia de Tarantino? Só as pessoas mais chatas que eu conheço que nunca desejaram marcar a testa daquela pessoa detestável ou então ir mais além e vestir sua melhor roupa vermelha diva e tocar fogo em tudo e todos ao som de uma trilha sonora perfeita.

Isso resume tudo, é a violência, mais com estilo,é a maldade mas com humor e personalidade, é a vida sem drama nenhum. Direto ao ponto. E com uma riqueza de toques e detalhes incrivelmente bem colocados.

Cara, eu saí de alma sanguinolentamente lavada.

Recomendo demais, nota 10.


Friday, October 23, 2009

tarde a fora

Ela queria conselhos e foi apenas isso que discutiram naquela tarde quente, grande, gorda, imensa, deitadas no chão de ladrilhos amarelos meio gelado daquela sala por onde entrava um sol desses bem característicos da cidade, que denunciam que são por volta de quatro da tarde, que é capital, que caetano susurra no rádio 'ooo mainha deixa o ciúme chegar', que a garrafa de vinho rola vazia provando que há um desnível ali sim, enfim, que é tarde, tem vinho, sol, uma tentativa de bahia e discussões sobre a vida e a morte (severina ou não).

'mas eu já te disse que eles todos me dizem o tempo todo o que fazer e eu já não sei se dou conta de ser assim tão como eu sou porque afinal do que adianta ser assim tão como se é se ninguém entende as vezes eu acho que seria melhor jogar o jogo de todo mundo e talvez tentar ser mais feliz assim do que tem me adiantado todos esses anos de ser feliz do meu proprio jeito se ninguem acha que isso é uma coisa certa'

Sempre a mesma histórinha. Então ela levantou pra ir até a geladeira vazia
Pés descalços deveriam ser lei no país, vestiu um calçado pá é preso.
Ali dentro, umas frutas meio verdes e uns iogurtes, que não combinavam com o vinho.
'Vou sair pra comprar algo, já volto.'

Acho que ela continuaria ali deitada falando falando e falando daqueles mesmos problemas que falava sempre como se aquilo fosse realmente importante. Não era, pelo amor de deus, é claro que não era. 'porque ninguem me aceita' 'porque não me deixam ser feliz'. Alou, ninguém tá nem aí se tu é feliz ou não, só tu mesmo.
Para de fazer a vítima e te socorre de ti mesma. Se eu to mais interessada em comprar pão e queijo, do que ouvir tuas lamúrias de menina que não tem mais o que fazer, quem dirá o resto do mundo. Vai ser feliz do jeito que tu acha que deve e para de por a culpa no mundo.

Se ainda tu cheirasse, desse pro primeiro que entregasse alguma pizza na tua casa, tivesse devendo pro jogo do bicho, ainda assim até vai , ao menos uma existência interessante.
Agora se achar incomprendida porque não sabe o que fazer da vida é esperar demais da capacidade de incompreensão da humanidade.

Dorme até meio dia e não enche.


-meramente ilustrativo.

Monday, October 19, 2009

trechos, singelos trechos

Caixa entrada do gmail, 15 e-mails nao lidos, orkut, twitter, curso não sei do que, opaa a resposta ao meu e-mail desesperador-desabafo-carta suícida enviado na quinta de madrugada.

"vejo arco-iris e lembro de você' que bom que gostou, e sobre teu e-mail, eu juro que ia escrever muita coisa, levei um dia pensando em ti de todas as maneiras possíveis e cheguei a conclusão que vou te dizer duas ou três coisas:
Primeiro, caio fernando que tu me fez amar e não largo mais, carta ao zézim, tu conhece?
Lê, porque é muito amor de um amigo pra outro, e metade do que ele diz eu te diria.
(link)

E de tudo mais que tu disse, respondo simplesmente aquilo que ele diz tbm na carta:
''Eu conheci / conheço muita gente assim. E não dou um tostão por eles todos. A você eu amo. Raramente me engano.''

O que tu faz quando vê, ouve e lê certas coisas?
Seja apenas linda, sábia e feliz. Que é sempre o melhor que tu pode fazer.

E isso tudo tu já é.''


Uma resposta de algumas linhas pra um treco que eu levei um dia escrevendo.

Wednesday, October 14, 2009

um sonho

Porque eu tive um sonho, acordei pensando muito e então muitas coisas se sucederam em um período muito curto de tempo (manhã). E isso deixa a gente perdida e confusa.


Então eu sentia que precisava dizer alguma coisa disso tudo tudo tudo.
Vai lá, caio. Fala por mim que tu é bom nisso.


'Era um silêncio muito grande e os dois falavam de caracóis.


Súbito, sentia uma alegria interna quase como uma primavera. E a alegria crescia, expandindo-se em muitas direções, tomando conta das mãos, dos olhos, já transcendia o pensamento para se apossar do corpo inteiro. Mas de repente tudo já não cabia mais só dentro dele; precisava de um acontecimento externo que justificasse toda aquela largueza de dentro. A coisa externa não acontecia. E, se acontecia, não justificava. Por que não se render ao avanço natural das coisas, sem procurar definições? Como uma primavera, em mim. Mas se não havia justificativa, a queda era lenta e longa. No fundo do poço: baixou a cabeça, espiou-o por baixo das sobrancelhas.
Tinha os olhos claros.
Falava de caracóis.

O mesmo bar, a mesma lâmpada, a mesma carne, mas todos em vibração, os sentidos multiplicados, intensos, elétricos, o coração quase parando de espanto, o espanto de ter encontrado no meio do deserto uma palmeira, uma palmeira de olhos claros, camisa verde, mãos brancas.

Você não me vê, eu não te vejo, mas tenho o coração pálido, as mãos suspensas no meio de um gesto, a voz contida no meio de uma palavra, e você não vê o meu silêncio nem meu movimento dentro dele.

A primavera se quebrava brusca em espinho, ferro.

Já não sei desde quando estamos aqui, desde quando falamos de caracóis, desde quando invento teu silêncio igual ao meu.

Porque estranha alquimia passavam as palavras dele para vará-lo assim, nessa tão remota dimensão do ser?


A visão tardia de encontrar a chave depois da porta ter-se tornado inexistente. A chave inútil pesando em fogo nas mãos e o gesto há muito tempo preparado transformado subitamente em cansaço e desencanto de não ter visto antes. Os dois sentados um frente ao outro, pela tarde a transformar-se lenta em noite, em madrugada, em cinza.
Não virá nunca.'

?

Friday, October 09, 2009

verão em calcutá ao som do marrrr

"Se ela se distraisse, acabaria sendo feliz pra sempre''.

Tem muita gente que se distraí e é feliz pra sempre, sem conhecer as delícias de ser feliz por uns meses, depois infeliz por uns dias, felicíssima por uns instantes, em outros instantes achar que ficou maluca, então ser feliz de novo em fevereiro e março, e em abril questionar tudo que fez, aí em agosto ser feliz porque uma ousadia deu certo, e assim sentir-se realmente viva porque cada dia passa a ser um único dia, e não mais um dia. (...) mostra que felicidade pode ser qualquer coisa, menos acomodação. Acomodar-se é fazer uma viagem no piloto automático. Muito seguro, mas que tédio. É preciso um pouco de turbulência para a gente acordar e sentir alguma coisa, mesmo que seja medo.

Quem disse isso foi a Martha Medeiros, mas poderia ter sido eu, se meu cérebro viesse com um digitador automático de pensamentos.


título aleatório.

Tuesday, October 06, 2009

Singelo Lembrete

E em cada verbete
Um singelo lembrete:
Em sua companhia quero estar
Quero te ver de corpete
Te guiar num Corvette
E seguir sem destino pra chegar.....



Sério, eu acho essa música uma daquelas ótimas descobertas.

Por você aprenderia Esperanto e traria Gorbatchev para uma série de palestras
Na casa da minha tia, onde todos beberíamos chá fofocando sobre a Perestroika

Não só a música, como a banda, tem um toque de inusitado e bonito; eu tenho dedicado ela a várias pessoas que gosto, pq afinal de contas, você diria pra alguém sem importância 'quero te guiar num Corvette'?

Gosto disso, dessa forma única de dizer algo já tão batido, é como estava conversando hoje, você pode simplesmente não dizer nada ou dizer 'nossa, gosto de vc'. Mas é bom ouvir coisas diferentes das pessoas que gostamos, acho que é uma coisa que renova, é tipo um mimo que vem numa hora em que poderia não ter-se nada.

E o inferno lembrar fim de semana!


Aí que está o bonito da coisa, 'transformar o tédio em melodia'.
Achar formas diferentes de se dizer a mesma coisa;
trazer poesia para o dia-a-dia...


Minha intuição não me engana,
Você me faz ser tão Copacabana!

Friday, September 25, 2009

Astralzão II





Conversando com um grande amigo hoje a tarde, ele me mandou essa música que abre o post. E ele disse que gostava muito porque trazia lembranças ótimas.

E como essa, quantas né?
Que contam cada história por trás de umas estrofes, umas rimas, umas melodias.

Muito boa lembrança ouvir essa música.
E ainda lembrei de tantos carnavais atiradas nas almofadas bebendo no sítio depois de voltar do rio que era o dia todo só pra gente.
Pôr do sol, música boa, gente bronzeada e conversas lindas.

:)

Sala, sem ela tem
Janela inclino
Em cerca de atenção
Ela vem, e ninguém
Mais bela vem
Em minha direção...

Tuesday, September 22, 2009

Obrigado. De novo.

Parece que ele tava adivinhando, e na verdade, como eu já tive provas antes, eu acho mesmo que ele adivinha.
São quanto quilômetros de distância entre nós hein? Milhas?
Nunca parei pra tentar calcular, mas mesmo sendo milhas ou 10 metros, tu sempre acha a hora certa.

Eu sei que tu some por 10 milhões de horas e me deixa preocupada, e mais curisosa do que preocupada no fundo, porque vindo de ti, pode ser tanto só uma falta de internet disponível, como uma participação num filme Escocês de pouca verba e roteiro duvidoso.

Por isso, por essas, por outras, que eu te adoro tanto, e acho, que mesmo sempre longe, e assim escuso, e assim diluído, e assim recluso, e assim com esse humor quase sempre ruim, tu vai ser sempre a pessoa eleita pra ser meu maior e melhor e mais antigo alter-ego.


Tuas palavras, nem sempre doces, tem em mim um efeito encorajador sem precedentes. Valem como um bilhete premiado que me dissesse que, a partir de agora, tenho 500 mil na conta.

Gente corajosa é tudo.

Astralzão I

Olhe só
Como a noite cresce em glória
E a distância traz
Nosso amanhecer
Deixe estar, que o que for pra ser vigora...


É engraçado como as vezes conversar com pessoas que pensam que tem problemas pode ser terapêutico.
Eu ando com um astral muito bom. Motivo? Alguns, mas nada daquilo convencional que deixa as pessoas com astral bom (amor, dinheiro) ...apenas uma clareza de idéias, uma alegria, uma vontade.

To feliz pelo simples fato de eu saber o que fazer com minha vida e achar muito engraçado o bando todo que acha que tudo é errado e que nada pode ser feito, e 'ó como Deus é ruim pra mim'.

Vão capinar um pátio!
Bem grande e cheio de mato!
=]

cara essa menina é DEMAIS :)


...Quero um pouco mais..
Não tudo!
Pra gente não perder a graça no escuro....

Thursday, September 17, 2009

26 de Dezembro

..Põe mais um na mesa de jantar
que hoje eu vou 'praí' te ver
e tira o som dessa TV
pra gente conversar...
Essa é A Data.

Friday, September 11, 2009

capitolina

" Não falamos nada...o muro falou por nós
Conheci as regras do escrever sem suspeitar as do amar;
tinha orgias de latim e era virgem de mulheres..'


Fiquei horas ontem a noite vendo o dvd...
Fui dormir feliz, e olha que eu tive um dia terrivelmente cheio, daqueles que piram a gente, mais o tempo que destrõe meu humor...

dai eu vi esse capítulo, e nessa parte da história eu voltei um monte de vezes e fiquei olhando, olhando, olhando....




Dai veio esse...e eu fiquei olhando olhando olhando...

Friday, September 04, 2009

Come on, baby!

A vaca foi pro brejo e atolou
Na esteira desse new old rock'n roll

Chorando sobre uísque derramado
Rescaldos de uma mágoa a la Vandré
Que tanto mais feroz, tanto mais passa
Ao som dos novos reis do iê-iê-iê

Fiquei ali parado, assim, pensando
O que é que o poste tinha pra dizer
Da noite luminosa, dos amantes
Do jeito da saudade amanhecer




Eu vou viajar,mas não to mtooo a fim. Eu tava hiper,super,mega....mas daí chegou a hora...quis optar pela loucura e luxúria viciante que só a capital poderia me oferecer...mas..

Não, vou pro sítio mesmo, tomar sol, comer feito loucaaaaaaaa, e ouvir meus cds com Secos e Molhados,elis,caetano, chico,gil,marisa monte,vanessa da mata,beirut,clube do balanço e afins,ler e fotografar.

Então, amigos, vou ficar dias longe, deixo este trecho que abre meu conto favorito de Caio como lembrança...

"Mas também, às vezes, a Noite é outra: sozinho, em postura de meditação (será talvez um papel que me atribuo?), penso calmamente no outro, como ele é: suspendo toda interpretação; o desejo continua a vibrar (a obscuridade é transluminosa), mas nada quero possuir; é a noite do sem-proveito, do gasto sutil, invisível: estoy a oscuras: eu estou lá, sentado simples e calmamente no negro interior do amor. "
Roland Barthes, Fragmentos de um discurso amoroso

E já diria o Nei Lisboa ,amigo que reencontrei nos ultimos dias:
'Come on, baby, maybe
Tudo vá dar
Num bom verão em Calcutá...'


Fui, biquine, casaco,repelente,protetor solar,livro e lapis de cor.

Wednesday, September 02, 2009

Teletransporte n°4 - Nei Lisboa

Hoje o dia estava cinza.
mas não daquele cinza triste, acho que pelo fato do calor confortável, e da chuva rala e fina, estava uma tarde boa.

Ouvi uma frase, mas não uma frase qualquer. Umas daquelas cheias, daquelas que carregam um mar de histórias, gentes e significados nas letras. Uma frase muito mais longa e pesada do que aparenta.

Saudade, nostalgia..mas daquelas boas. Nostalgia de tardes com solsinho após a chuva, tom amarelo e vento. Nei lisboa tocando...tardes e noites de bom fim..boemia.

Penso com certa alegria e ao mesmo tempo estranhamento, em como pode ser tão tênue essa linha que separa as coisas. Basta uma frase, uma tarde, uma meia luz amarelada lá fora, um setembro chegando, pra tantas saudades voltarem, tantos sentimentos bons que enchem a cabeça e o coração da gente antes que tu tenha sequer tempo de parar pra pensar: porque?

Sei lá porque, tem certas coisas que são eternas, mesmo que não pareçam. Tem coisas que eram e foram e são tão peculiares, que não adianta tentar pegar fragmentos dessas coisas por aí, só as originais servem.

Tipo aquela chuva fina caindo nos paralelepipedos da antiga rua no fim do domingo, um telhado...histórias de mesa de bar, antigos cinemas...característico, tudo muito característico...

Então é isso, uma certa nostalgia de uma época que nem sei se eu que vivi ou se era tão parecida com o que eu imaginava e gostaria de ter vivido que eu acabei inventando.

Tuesday, September 01, 2009

Até um canalha precisa de afeto...

E mais uma vez...

JÁ É SETEMBRO!

=D

conseguimos!


Segue vídeo pra abrir o mês (desconsiderando-se, obviamente, a bela e indescutível montagem de fotos sincronizada, com muita originalidade,com a música)

Sunday, August 30, 2009

Vida Universitária

Não quero lhe falar meu grande amor
das coisas que aprendi nos livros
quero lhe contar como eu vivi
e tudo que aconteceu comigo

Você me pergunta pela minha paixão
digo que estou encantada como uma nova estação
eu vou ficar nessa cidade não vou voltar pro sertão
pois vejo vir vindo no vento o cheiro da nova estação
eu sei de tudo na ferida viva do meu coração....


Hoje li um texto de uma pessoa se despedindo da sua faculdade. E aí comecei a pensar em tantas coisas, e definitivamente eu não consegui fazer isso, uma despedida digna de uma mudança de fase tão grande.


Me formei ano passado, mais aos trancos e barrancos que qualquer outra pessoa na minha idade jamais imaginaria, não tinha tempo, tive mtos problemas e contratempos, e no fim ainda altos rolos com o tcc de um dos meus melhors amigos,o que fez tudo parecer ruim e que eu queria que acabasse logo.

Mas meus 4 anos universitários não foram isso. Aqueles erros todos do ultimo semestre, foi uma administração que fez, não nós. Minha história lá não pode se resumir a um fim trágico.

Então relembrei. Que saudade da parada do t9, dele lotado, das faxineiras comentando a novela, dos estudantes de enfermagem falando de fígados e braços amputados. Que falta me faz andar na Coronel Bordini despreocupada pensando mil coisas, chegar atrasada na aula todo dia, vezes toda escabelada, vezes toda diva.

Lembranças tão boas das aulas matadas no 1° sem pra ver filme no otávio, fazer almoço sem pimentão (eu picava bem picadinho e escondia) na casa do Otávio, fazer trabalho que não era nem meu na casa do otávio. Os jogos de futebol, sucos de abacaxi no bar..

As aulas da simone com ela ultra maxi mega elogiando os layouts do anderson, e quando ele faltava, os meus. Aula dela no sábado,todo mundo virado. Do super protesto do Gê que eu perdi pq cheguei só no final da aula.

Produções das aulas fotográficas, onde eu fiquei coberta de pimentas com um pano vermelho em cima de mim ou de salto fino num gramado.

A agência do IPA, onde ficava turno integral na faculdade, e aprendi o começo de tudo, ouvi ótimos e inesquecíveis conselhos do Rick, ria da risada da guirtzzzzzzzzz (lanches,tele-entrega, produções). Saudade do medo da mérli, do pavorsão de apresentar os trabalhos pra ela. E da felicidade do 1° trabalho aprovado. Da Rafa falando 'que-ri-da'.
Aprendi com o nilton e o diego que tudo dava pra fazer, era só insistir um pouco (tipo o perigo eminente de tocarmos fogo na faculdade ao queimar os cartazes) . De ser garota propaganda de uma campanha divertidíssima de vestibular. Dos almoços no refeitório do Americano! Das jantas! Do nilton escondendo o bife!

Saudade das conversas com os amigos do turno da noite, no bar do campus americano em 2006...depois saudade das conversas com eles que tanto me faziam bem na época da correria do tcc...ir nas reuniões dos curtas, saber as histórias, conversar conversar conversar, rir com gente difente, não olhar o relógio...

Saudade do bar de manhã, de tomar café, de falar mal de tudo com o Greg. Dos guris me chamando de selan o tempo todo, por tudo. As visitas mega falhadas, concepa, jardim botanico,mas super legais. Ir na casa da nancy, na casa da fê, do urso,do greg. Dessa proximidade que a turma pequena nos dava, de conhecermos as famílias uns dos outros.

Saudade da bilbioteca! Nossa, depois das conversas, biblioteca é a 2° maior saudade!

As aulas, saudade de aprender coisas, de discutir, saudade das coisas que tu é obrigado a fazer e que depois tu ve que é bom. Ganhar premio de melhor vídeo, melhor layout. Ganhar o reality job com meus amigos.

Olhar a copa das arvores pela janela pensando em como resolver os problemas, e foram tantos diferentes nesses anos todos. Eu entrei uma guriasinha que nao sabia nada de nada. E saí um protótipo de quase mulher, que com um toque de vida adulta virou a mulher de hoje.

Então, é muita coisa boa que me aconteceu lá, e sim, eu sinto falta. Principalmente das pessoas, de ver todo mundo, de ter esse tempo.
Falta das minhas flores no cabelo, da época de semi-trabalhar no LDI e ser quase inquilina dos meninos, de cantar na rua, conversar no trem, tomar café no bom fim.

Saudade do tcc, de surtar com um motivo bem aparente. Saudade dos cafés da casa de cultura e tudo mais nos unicos e poucos fins de semana livres.

A fase final foi diferente de todo esse resto,foi mais intensa, drástica, cheia de fatos que mudaram mto a minha vida. Tipo BW, borracheiras, teatro, trabalhos da simone, maiores conversas de msn do mundo, fazer o convite de formatura, etc etc etc...mas isso eu já falei bastante, me deu saudade mesmo foi de falar dessa época leve, época de conversas sentados na frente do restaurante do americano de noite tentando lembrar qual era o nome daquele desenho que tinha um alce e tocava get along gang....


Hoje em dia tenho mais tempo, mais dinheiro, mais amadurecimento. E isso tudo me ajuda a conseguir dizer que sim,tenho saudade daquele jardim, daqueles bancos, de toda minha história que a faculdade ajudou a fazer. A pessoa que eu sou hoje, floresceu ali. :)

Thursday, August 27, 2009

Abre a janela contente pra ver o sol fervendo no ar


Esse texto estava na gaveta faz umas semanas...


'Espalha graça ao pleno presente
E mesmo ausente é doce sua falta
Espelho é o mar, um lago, meus dentes
Com um beijo posso ver sua alma'

‘Eu sempre fazia de tudo para, aos olhos dele, parecer uma pessoa normal. Ao menos razoável. Disfarçava a voz embriagada, dizia que as vizinhas é que eram todas umas fofoqueiras, que aquelas ligações no meio da madrugada eram promoções da operadora- ô gente mais inoportuna. Mas de que diabos adiantavam todos os meus esforços diários, inventando reuniões de trabalho até tarde ou dizendo que meus amigos todos trabalhavam em bancos, que eram na verdade só amigas e que nenhuma bebia, se quando nos encontramos, naquele dia em que ele chegou mais cedo, eu estava completamente fantasiada de publicitária doidona correndo na rua, ao lado de um cara de chapéu que carregava um engradadinho de cervejas numa mão e balões coloridos na outra, enquanto eu, apressada e com um cachorrinho que não era meu nas mãos, gritava pra ele: Depois a gente se fala,to mega atrasada!

Ou como naquela vez que ele chegou querendo fazer as pazes, e me encontrou com um lenço amarelo na cabeça juntando grãos de arroz do chão um a um, enquanto Cazuza morria gritando ‘eu ando tão downnnnnnnn’.

Ou de quando ele queria salsa na comida e eu pela milésima vez confundi com as folhas das cenouras na horta.

Então desisti de tentar parecer uma pessoa normal.

E ele, bem lá no fundo, acho que não só aceita como até prefere a pessoa que eu sou.
Pelo menos é o que me pareceu, quando ele me tirou pra dançar e disse só pra mim ouvir:
-Filha, tu é a mais bonita de toda essa festa.

Feliz dia dos papis ;)

Tuesday, August 25, 2009

Eu nunca mais vou ser feliz enquanto não tiver isso!





FATO.
Precisava dividir isso com as pessoas, pra todo ver como minha vida é dramática.

Monday, August 24, 2009

Segunda-feira

" Farto de tudo, clamo a paz da morte
Ao ver quem de valor penar em vida
os mais inúteis com riqueza e sorte
e a fé mais pura triste ao ser traída
honras a quem vale nada
a virtude prostituída
a perfeição caluniada
a força, enfraquecida
E o déspota calar a voz da arte
E o néscio, feito um sábio, decidindo
Farto de tudo, penso. Parto sem dor
Mas, ao partir, deixo só o meu amor. "




Gosto de metáforas elegantes pra traduzir certas coisas nem um pouco elegantes.

Muda!

Fase de mudanças, que tal o blog tbm?
Muito escuro, preto é ruim pra atravessar agosto...pesado, ruim de ler..

branco branco...clean, leve e limpo...

Como as coisas devem ser...

Thursday, August 20, 2009

Quanto ao pano dos confetes já passou meu carnaval

..Queria usar quem sabe uma camisa de força ou de Vênus

Mas não vão gozar de nós apenas um cigarro

Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom...

Hoje mexendo nuns arquivos meio velhos no PC, acabei chegando numas fotos do verão passado, e na mesma pasta (uma das 1512 versões da pasta ‘arquivos pen drive) estava tbm um vídeo com a música ‘chão de giz’ com o Zé Ramalho. Foi meio que inevitável me lembrar de talvez um dos momentos mais ‘nada a ver com o que eu costumo fazer’ que eu já tive.

Me deu saudades do carnaval deste ano.

Pois é, não tive nada de ziriguidum,inclusive dispenso, prefiro um ziriguidum numa segunda feira de julho por exemplo, do que em fevereiro,acho que fica uma coisa tão obrigatória sabe, algo do tipo ‘uhuuu é sabado de carnaval, tu tem que sair e ser feliz’.

Então Eu fui pro sítio. Encontrar meu pai, minha mãe e meu avô. Pois é, meio do mato sem ninguém a não ser familiares.

Foi muito legal. Nossa, acho que pelo simples fato de eu nunca ir pra lá, de eu nunca viajar só com meus pais, ou se tbm pelo fato de eu ter ficado 1 mês sozinha na capital trabalhando e com a maior gripe da história (cheguei do trabalho e deitei na cama as 8.30 da noite e só acordei no dia seguinte, de roupa, sem comer sem nada :S).

Eu tava louca pra ver minha mãe, louca pra dizer que finalmente tinha visto bailei na curva e que eles falavam da ‘camisa volta ao mundo’ que ela sempre me dizia que era uma coisa horrorosa que eles usavam na época. Eu tinha um lenço novo que ela ia amar tbm e que meu pai me achou super elegante e ficava todo exibido desfilando comigo.

Eu tava com a cabeça totalmente cheia porque eu tinha visto vicky Cristina Barcelona e tinha ficado muito inspirada, aí tbm fiz umas fotos em Poa com um amigo fotografo e fui ao teatro e na cidade baixa num boteco mto legal e inspirador. Pronto,cabeça cheia e não conseguia expressar, por pra fora. Pra ajudar, tinha lido 100 anos de solidão e aquilo não saia da minha cabeça.

Lá fiquei sozinha, tirei fotos, ouvi teatro mágico e desenhei. Escrevi. Bolei uma história inteira, andei de noite na estrada com eles pra ir na casa do vizinho só com a luz da lua. Usei chinelo. Ou nem isso. Tomei banho de sol,fiquei bêbada com minha mãe, tomei banho de rio na chuva enquanto pescava o menor peixe da história (na foto ele se confunde com os pingos da chuva). Fui na fena vinho, e explorei o carinha que tava me trovando, trocando flertes por copos de salton lune. Fui em 2 showsinhos ali ge-ni-ais. Um cara declamava poesias e trechos de músicas entre uma e outras e eu ficava completando as frases pra ele. Ele passou o show cantando pra mim se rindo todo e toda minha família tava achando aquilo super engraçado. Saí tropicando com minha mãe de lá. Atravessamos um rio de barca. Fomos num parreiral comprar uvas lindas. Não fiz chapinha. Tirei fotos da moça louca que mora lá na casa do início do morro com as bonecas dela e ela quase chorou de emoção me agradecendo.

Daí eu voltei pra capital e quando perguntaram o que eu fiz no carnaval eu disse que fui pro meio do mato, aí ninguém pergunta mais nada pq ninguém acha que isso poderia ter sido legal. Mas eu não me importo, eu tbm teria pensado a mesma coisa. Na real, eu penso.

Ah,eu imprimi as fotos da moça louca e dei pra minha mãe levar pra ela. Agora toda vez que eles vão pra lá e passam pela casa dela, ela pergunta como eu estou.

=]

E chão de giz é porque foi a música que ficou mais linda o carinha cantando.

...no mais estou indo embora baby...

Wednesday, August 19, 2009

Macondo.

Falo de um monte de coisas aqui, e ando meio sem tempo nem ando conseguindo escrever nada que eu ache relevante ou válido.
Hoje tive um sonho. Meio confuso como os sonhos costumam ser. Na verdade tive vários diga-se de pasagem, foi uma daquelas noites que voce acorda com a cabeça tão cheia que parece que nem dormiu. Mas enfim, voltemos ao sonho específico.
Não lembro ao certo o que era nem como era, só sei que era em Macondo.

Não sei o que significava, mas me deu saudade do sítio (lugar que mais me lembra lá) e eu até quis ir viajar um fim de semana pra lá.

Então, com isso, resolvi falar aqui do livro "Cem anos de solidão", história que se passa na fantástica e ficticía Macondo e que eu deixo aqui como a melhor dica de leitura que alguém poderia de deixar.

Quem me fez ler isso foi a moça que escreveu 'Casa das 7 mulheres'. Num almoço/sarau ela disse que foi a coisa mais fantástica que ela leu e que após ler aquilo ela percebeu que poderia escrever sobre qualquer coisa.

Eu achei demais, cada vez que leio me encanto.
Espero que o sonho tenha servido pra talvez mais pessoas conhecerem os Buendia.
E mais pessoas sonharem com uma Macondo.....

E isso eu li no orkut ,e traduziu totalmente o que eu senti:

'Simplesmente cinematográfico, o final do livro é marcante.
A impressão que tive foi de precisar ler rápido antes que tudo fosse destruído. '

Ficadica ;)

Wednesday, August 12, 2009

Coisas que dão alergia.

Fazia uma cara que a gente não se via, eu nunca gostei lá muito dela, mas admito que isso são águas passadas. Na verdade eu tenho uma certa impaciência com mulheres em geral, e tenho poucas amigas, é raro, admito.

Mas eis que estávamos nós, e ela não me via, e oi tudo bem quanto tempo o que andas fazendo, até que ela começou, a velha lamúria...
-Por que daí eu to morando com ele, mas esses tempos eu descobri que ele tinha um perfil fake do orkut pq ele passava um tempão no computador e sabia tudo do orkut sendo que eu fiz ele excluir aquele perfil, ai eu criei um fake tbm e add ele e fiquei vendo o que ele ia dizer e ele começou a me cantar pelo orkut, tu acredita?

-Bah, que coisa...

-Então, daí eu add o perfil fake dele com o meu verdadeiro e não disse mais nada! Nada! Queria ver ele me encarar depois dessa, dai ele foi bem quietinho e excluiu o perfil, eu vi depois de uns dias que não tinha mais. Agora ele vive no msn, mas eu to sempre fiscalizando. Esses dias entrei quando ele não tava vendo, e uma guria veio dar aqueles oi piscando sabe, mas ai ele chegou bem na hora e eu tive que sair. Mas ele tá melhorando, eu to...

Aí lembrei pq não gosto de muitas mulheres. Na verdade não é o sexo, mas sim a mania que algumas tem de serem tão ridiulas. Peloamordedeus.
Quis gritar pra ela: AlÔ? tu acha que isso é um problema? Isso lá é uma novidade, isso lá é alguma coisa que valha uma troca de palavras??? Ah me poupa. Pára de ser retardada. Se o cara nao sai da internet sendo que vcs moram juntos e tem menos de 30 anos, alguma coisa tá errada! Deus, vão trepar, vão cozinhar, vão brigar, vão fazer qualquer coisa, só por favor, não fica entrando em msn e fazendo perfil fake, corta a internet logo então. Desliga o pc e vai ler um livro.
Depois eu sou a louca desajustada, deus me livre um dia ser assim. Me deu vontade de contar pra ela tudo que eu vive e tudo que aconteceu comigo. Viver nessas mesquinharias? Obrigado, dispenso.

Mas aí eu disse um 'bah, mas desencana disso, exclui teu perfil tbm e parem de dar bola pra essas coisas.'

-Excluir o meu? Tu tá louca, preciso dele senão como é que eu vigio?

Levantei e toquei a campanhia. Frente do Iguatemi. Realmente tem gente que merece ler isso aqui.

Wednesday, August 05, 2009

Ao poeta.

Como prometido, faço chegar a tuas mãos minha ajuda.
Ou não...

Monday, August 03, 2009

Filosofia cara de botequim

Ando filosofando tanto, mas tanto...comigo, contigo, com os outros. Até com a vendedora da loja no shopping. Filosoficamente ativa.

Logo, hoje li um comentário que sintetizou tudo que minhas filosofias andam sondando:

'Cuidado com as pessoas que nunca erram!
Além de serem chatas, não tem histórias para contar,
então, logo, não vivem bem.
Péssimo exemplo.'

Adorei adorei.
Esse tipo de gente sim é exemplo horrivel.

Friday, July 31, 2009

30x6

A pessoa dorme no trem as 10.30 da noite, acorda toda perdida, quase na estação, entra no táxi, diz o endereço, senta bem quentinha e olha pela janela pensando:

"bah, deve ser foda ser taxista nesse frio...de noite, parado aí...mas tipo, eu gastarei no máximo 5 minutos dele e só isso vai dar 6 reais. Em um dia, quantos 6 reais desse será que ele ganha? Bom, 30x6...3x6 18...180..tá mas peraí de onde eu tirei esse 30???? Ahh sim, 30 é quantas vezes daria 5 minutos em uma hora...DEUS! não! da onde! nada a ver...meu deus, to bêbada..e agora?'


Daí me deu vontade de rir. Mta vontade de rir.
botei a mão na boca.
Não aguentei, e comecei a tossir pra disfarçar, passei da minha casa, taxista teve que voltar e me dá o troco cheio de moedas enquanto eu continuo segurando MTO o riso.

Ele nem me deu boa noite. Tinha um rosário no espelinho, ele devia ser religioso. Certo que pensou que eu tava chapada. Ninguem ri sozinha dentro de um táxi olhando pela janela. Me desculpem, mas ninguém mesmo.

Friday, July 24, 2009

Sem mais

Muito bom ouvir essas coisas numa trilha sonora, Som e Fúria me pira!

Monday, July 20, 2009

Aos meus amigos

Quem tem amigos divide sentimentos melhores, tem mais graça na vida e aprende a se doar, a esquecer deus problemas pra ouvir outros, tem com quem dividir o mundo, e não tem terapia melhor que a compania dos amigos pra encher a cara e falar mal de tudo que nos aflige. Ou comemorar tudo que nos faz feliz.

Quem não tem amigos (dos bons, que porcaria qualquer um arruma) nem sofre tanto pela solidão. Na minha singela opinião, é mais pela falta da oportunidade de aprender a ser melhor, que essa capacidade, nossos bons amigos vão nos ajudar sempre a alcançar.

Amigos, criaturas além da importância.

Feliz nós todos juntos pelo tempo que durar.

:)

Vídeo que eu adorei, mostrando que eu sou boa e divido as coisas que dividem comigo:


BEIRUT - Nantes - from The Flying Club Cup
by flyingclubcup

Wednesday, July 15, 2009

maldito stand

To parada na vida, nao sei que caminho eu sigo, só sei que preciso decidir tantas coisas e enquanto eu não resolvo/não decido/ não acho fico nessa coisa tediosa onde nada acontece.

Oh, ela é formada, trabalha na área, é tão estilo e tem personalidade...

vai nessa....não é nada tão simples.


Quero discutir a essência dos meus problemas e vazios bebadasssa (3 'esses' é ótimo) numa mesa de bar.
urgentemente.


FIM.

E outraaaaaa coisa

Estou cansada CANSADA ...daquelas situações , bom, exemplificarei com uma situação hipotética:

Você está em um grupo (que pode ser escola, trabalho, faculdade, familia), e as pessoas inventam de fazer algo (que pode ser um trabalho, um presente, uma idéia, qualquer coisa) , mas tem que ser tipo MUITO legal.

Aí todo mundo dá idéias mirabolantes, coisas suuuuuper criativas, que vai bombar, tudo vai ser perfeito, inigualável, vai ganhar o mundo!

Aí a ana aqui fica olhando quieta. Depois que todo mundo dá seu show, e sempre tem uns que dão mais show que outros, a Ana levanta e diz.
"Não'
Olhos atônitos na Ana. Mas como assim, Não?

-Não dá gente, é inviável, não vai dar tempo...tem coisas que eu nem sei, teriamos que descobrir como se faz e o prazo é curto, além do mais a gente nem poderia gastar tanto, a gente tem que trabalhar com a hipótese de não d...
-Não acredito que tu tá dizendo isso, como tu é pessimista!


Qualquer pessoa com o mínimo de amor próprio e foda-se ligado, sairia do local e deixaria todo mundo se ferrar com sua idéia mirabolante e super genial.
Mas eu tenho pena no fundo.

Eis que sempre tem 80 pra dar ideias geniais, 50 pra falar mal. 196 pra julgar e no fim quem acaba tendo que fazer tudo é só 1.
No caso, uma. Eu.
Daí sobra pra mim, pq claro que não seria possivel fazer aquilo, eu me ferro, faço tudo sozinha e no final, sai tudo como eu disse que sairia. Mas aí eu já me estressei, corri, penei, já passei por chata.

Os mirabolantes já passaram por super envolvidos, criativos, dispostos.

E no fim das contas a gente só tem algo em mãos pq eu fui lá e fiz. E fiquei bem quieta, só to escrevendo aqui.

E ainda tem sempre um pra falar que se tivessem feito a ideia deles, ia ser tudo mto melhor.

É cada merda de ser humano que tem por aí, que a gente até desacredita.

Sim, brava e revoltada, um dia eu mando tudo a puta que pariu.
Só não mando ainda, pq me diverte muito ver o tamanho do abismo que nos separa.

Thursday, July 09, 2009

Ahhh legoooooo

Pra ler ao som de:





Hoje estava no t7 voltando do iguatemi correndo como sempre, quando uma criança entra com a mãe e senta atras de mim.
Ela tinha uns 6,7 anos e uma caixa de lego na mão!
Aquele baldinho sabe???

Nooooooooossssssssaaaa, eu quase chorei ali!
Veio na hora um flah back de toda minha infãncia, que com certeza se um dia eu for contabilizar, certamente 25% desse período eu passei debruçada sobre peças de lego!

Foi um daqueles brinquedos marcantes sabe?
Nunca vou esquecer do Natal que meu tirce vagner ganhou de presente um desses baldes, o grandão. A gente ficou fascinado, não queríamos fazer outra coisa!
A gente estendia um tapete verde no chão da área no verão e brincávamos o dia todo ali.
E no inverno ou a noite, a gente usava a cama da mãe mesmo.

E nossa, a gente inventava mundos particulares, a gente não brincava só de montar, e aí que estava a mágica da coisa. A gente invetava mundos, personagens (os brindes do kinder ovo interagiam muito com os legos naquela época) e isso que fazia essa brincadeira tão atrativa.
Acho que é a coisa que eu mais demorei pra enjoar, a gente só brincava daquilo!

Eu lembro (meu irmao me mata se ler isso) que a gente fazia a 'vila dos cavalos' onde a gente montava uns 20 cavalinhos com peças d elego, e todos eles tinham nome, idade, e uma história. Pois é, nossos personagens todos tinham personalidade. Com os kinder ovos era assim tbm, cada brinde novo precisava ser inserido no contexto, ganhava nome e entrava em alguma família.
Nunca vou esquecer da 'cachorrinha ' e do 'cachorrinho'. Ele era um cachorro azul deitado, muito sábio e mais velho, tipo superresponsável. Ela era lilás, tbm deitada, igual a ele, mas lilás. Era meiga e super queridinha, namorada dele com o qual teve vários filhotinhos (que eram bolinhas de papel crepom amarelas)

Um dia a gente perdeu ela.

Foi mto triste. Ele nunca mais arrumou outra namorada, e era pai solteiro com as suas bolinhas de papel crepon numa cidade de lego que a gente inventou.

Cara, a gente era mto maluco, mas tínhamos uma criatividade e coêrencia de raciocínio que eu nunca vi igual.

E a música de trilha sonora , é a minha e do tirce, já que esse post é pra falar de uma infância bonita, de companheirismo entre irmãos, onde a gente nota os reflexos até hoje, seja no carinho que temos um pelo outro, seja nas bobagens enormes que inventamos de hora em hora, seja na pontinha de poesia e criatividade que a gente leva pro nosso dia-a-dia.
Mesmo num mundo que não é mais de lego, nem que deixa a gente gastar horas de uma tarde inventando histórias.

Monday, July 06, 2009

Dona Licê

Sério, se tem uma coisa que foi linda no meu fim de semana, foi ver minha mãe na cozinha catando ervas com uma taça de vinho na mão pra fazer um peixe incrível ao som dessa música ecoando pela casa toda com a tv desligada.





Só faltava ser verão, e ter flores naturais na casa, e ela estar com aquele vestido comprido azul marinho cheio de girasóis.

Thursday, July 02, 2009

Digitando na hora do almoço

Estava lendo uma revista hoje quando comecei a pensar:
Pô, eu sou uma guria nova, que vive na capital, sou politizada, de certa maneira culta, gosto de ler, sei cozinhar, dou valor aos meus avós, compro presentinhos o tempo todo pras pessoas, tento levar o máximo de poesia possivel ao meu dia a dia. Me preocupo com a educação no meu país, com o futuro do planeta, reciclo lixo, lavo até os potinhos de margarina, aprendi a plantar coisas, uso filtro solar, já fui bailarina, danço bem, sei falar em público, me arrumo, tenho sensibilidade, sou moderna - e não me refiro a usar roupas diferentes e mais de 3 colares por vez - mas sim por ter uma mente aberta, pensar de jeitos diferentes e aceitar as pessoas.

Daí me pergunto: Do que vale isso?
Mulheres deformadas de tanta plástica ganham milharees em dinheiro e milhões em olhares masculinos, torcedores atravessam o país pra ver um jogo de futebol - gastam dinheiro que não tem, se cansam, cancelam compromissos - Casais discutem a relação no onibus, crianças morrem em tiroteios, jornais gastam 8 paginas falando dos problemas da vida do Michael Jackson, pessoas assistem a fazenda, jovens escrevem Miguxo e declaram amor da vida delas pra um apessoa nova a cada 15 dias. E o sarney continua na boa. E mesmo que nao continue, ele já tá no lucro.


Enfim, o mundo tá uma patacoada do cacete, não acontece nada nessa porra de cidade e mesmo que aconteça vai ser a mesma coisa de sempre, pois somos uns bairristas. O mundo todo parece que é uma cidade do interior, onde todo mundo fala da vida de todo mundo e toda vez que alguma coisa acontece, tem um manda chuva local pra impedir.

Sério, to super ser pensante hoje.
Li a Lygia fagundes telles dizer algo genial. A gente vive subindo uma escada rolante que desce.
Ou algo assim. E é bem isso.
Tem mil opções de comida, mas comer engorda e dá cancer, comer é super caro e a gente tem que economizar pra ir naquela festa ultra maxi badalada, tem que por peito, tem que gastar 20 reais pra fazer a unha (blasfemia!).

Nunca se falou tanto em sexo, nunca se começou tão cedo, nunca se discutiu tanto o assunto sem tabus. Tem revistas e revistas falando de 1001 posições. Sex shops, lingeries, oléos e fantasias. Mas....será que se sente alguma coisa?
No meu tempo de juventude, a coisa ia fluindo naturalmente, e no final tu nem lembrava o que tinha feito direito, pq na verdade nem se está lá, não é mesmo?
Adianta decorar posição?
No meu tempo, o olho no olho e a química ainda faziam os milagres.

Quero dizer o que com esse discurso saudosista todo. Não tenho saudade de nada, afinal nao é o tempo, mas sim as pessoas que fazem algo. A única coisa que agente tem é essa vida e a gente faz um monte de coisa que não precisa só pra...só pra que mesmo???

Filme clube da luta é que tá certo. Um dia me livro de tudo.

Sinto falta sabe de que? De um movimento ,de algo que nos sacuda. Que nos chame pra realidade que acho que nunca tivemos.
Mas mesmo assim, pode ter uma revolução instalada no Brasil que nao vai adiantar nada. Daqui a pouco teriamos os trajes da revolução, as girias da revolução, o estilo do movimento, as pessoas divulgariam fotos e videos, no twitter nao teria outra tag, e no fim até no himalaia estariam sabendo da super bagunça que tah ocorrendo no brasil e o troço ia virar livro e filme e não teria verdade nenhuma naquilo.

O que eu queria de verdade?
Me sentar numa cadeira numa noite boêmia do Bom fim, beber até tarde e no dia seguinte ir trabalhar em qualuqer coisa e de qualquer jeito, pq eu não me levaria tão a sério, nenhum de nós se levaria. Dai eu voltaria bem menos cansada e cozinharia algo legal pra mim, pra outra pessoa, pra amigos, pra minha mãe, pra um desconhecido. Sentaria na sacada com as pessoas amigas e falariamos de coisas amenas, coisas sérias, mudaríamos o mundo e nossos cortes de cabelo ali na luz da lua.
As vezes a gente inventaria algo pra saciar nossa vontade de criar coisas, afinal somos criativos, e nessa nova era a gente seria sempre super mais criativo, pq a criatividade muda o mundo. Inventariamos quadros, desenhos, musicas, linguas, viajens.

A gente seria bem legal.

Pq afinal de contas, é só isso que vale a pena mesmo. E teria muita verdade, uma puta verdade nisso tudo. E crianças nasceriam e cresceriam assim, sem as paranóias de ter que falar mandarim fluetemente com 7 anos e não comprar chiclete pra economizar pro futuro doutorado em Madri.

Porra mesmo, não quero mais mudar o mundo.
Só o meu.

E a imbecilidade maior, mais do que tudo isso que eu falei aqui, é eu escrevendo tudo isso como se fosse algo que faria alguma diferença.
Sério gente, somos todos um bando de babacas, tá na hora de alguém aqui assumir isso e desistir de tentar ficar aí fazendo coisas suuuuuper importantes.

Saturday, June 27, 2009

Obrigada.

Dormi de manta essa noite.
E com os olhos inchados de 'menininha' que eu nunca sou.

Thursday, June 25, 2009

Válido pra 2 entendimentos.

..quero ficar no teu corpo feito tatuagem que é pra te dar coragem pra seguir viagem quando a noite vem e pra me perpetuar em tua escrava que você pega esfrega nega mas nao lava quero brincar no teu corpo feito bailarina que logo se alucina salta e te ilumina quando a noite vem e nos músculos exaustos do teu braço repousar frouxa, murcha, farta, morta de cansaço quero pesar feito cruz nas tuas costas...

-


O dia todo tinha sido muito frio, mas a tarde se superara. Andava com os dedos congelando, até pra luva (só ela sabia o quanto detestava aquilo) teve que apelar.
Não devia ser nada anormal, afinal, clima europeu é assim mesmo, mas a cada ano que passava tudo ia ficando mais dificil. O clima estava tão tipicamente Europeu, até nas cores amareladas e alaranjadas (le-se como europa cantinhos de uma itália perdida no mapa ou da frança, muitas ruelas com plantas subindo pelas sacadas - nada de londres com seu cinza, ok?) que mesmo que estivesse em algum outro lugar - brasil, porto alegre - estariam ainda assim na Europa porque o clima era de lá, e eles eram de lá.

Eles.
3° pessoa do plural.

Quem dera pudesse ser simples assim.

Eles é um reduto de coisas subjetivas, de adjetivos estranhos, de comportamentos incomuns.
É Distância, discuções, alfinetadas, tentativas, desinteresses, afastamentos.

É num misto de tudo isso ainda encontrar um fio da meada.
E perder logo em seguida.

Assim, definido ou não o dito "eles', o que importa é que o tal 'eles' em questão, estavam diante de uma esquina. Na rua, o relógio marcavam exatas 15.32 de uma quinta feira de trabalho, onde todas as pessoas úteis se ocupavam demais com sua tamanha utilidade pra reparar que 'eles' estavam para atravessar uma esquina qualquer - que podia ser em qualquer lugar, sem tempo nem espaço definido.

O 'ela' que compunha o 'eles' disse, antes de exitar em atravessar a tal esquina ou continuar segura daquele lado, que não queria mais voltar pra vida que estava acontecendo logo ali, do lado de cá da esquina onde estavam.

"quero ir pra marrakech, istambul....budapeste. Quero ver esse filme. Agora.'

E atravessaram a rua.

Mas nada dura demais no clima europeu.

Do outro lado da esquina, mesmo sendo um lugar conhecido, já é outro recinto. As coisas acontecem em um ritmo que não está sob o controle desse 'ela' (menina metida, muitos lenços e poesia). Há cheiros no outro lado da esquina que lembram ela outras cenas - frança, uma ruela com rosas, uns versos, uns cafés - e que fazem seu reduto todo de paz ir embora, mas ao mesmo tempo é como reencontrar uma paz antiga, ali, logo ali do outro lado da esquina, onde a maior bagunça do mundo ocorre, e o 'ela' consegue sentir a mesma tranquilidade, segurança, apesar do medo de sempre, mas é tão bom e assustador também, conseguir fechar os olhos expontaneamente ainda como se nada tivesse se passado.


Sendo que entre as esquinas há quase uma europa de distância.

No fim, eles sempre acabam voltando cada um pra sua esquina.
Dessa vez, ela com dor de cabeça e sem saber mais que onibus pegar.
Ele, sinceramente, eu nem sei.

Como dizia num livro de um escritor brasileiro que ela comprou numa feirinha qualquer:
Amanhã não sei, não sabemos.

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-Meramente ilustrativo pra mostrar como eu não sei o que fazer com minha vida.

Apago isso em breve.

Compro Pai de Santo

'Joga pedra na Geni, joga bosta na Geni!
Ela é feita pra apanhar,
ela é boa de guspir,
ela dá pra qualquer um,
maldita Geni.'

Tem certos dias que a única coisa que nos resta fazer é olhar pro horizonte e emitir no tom mais digno que a voz fanha permitir, um sonoro "puta que pariu tchê".

É hoje que eu me atiro no ganjes (hoje tá valendo até vocabulário de novela)

Tipo assim (há to me puxando), essa semana seria uma semana de muitos bons acontecimentos, o fato é que eu peguei a maior gripe da história unida com dor de gargante e sensação de que fui atropelada por uma jamanta. A mil por hora.
Logo, hoje é a banca da minha melhor amiga, eu ia fazer o layout da apresentação dela, mas da cama tapada de cobertas até a cabeça fica difícil. Nem sei se vou conseguir ir, pois já faltei 2 dias no trabalho, vou ter que faltar amanhã pois tenho médico de manhã e ainda por cima minha chefe tinha reunião em cachoeirinha e voltaria antes da hora da banca da milena, mas ela acaba de ligar avisando que se perdeu, isso é, sabe lá DEUS que hora ela vai chegar aqui pra que eu possa sair com responsabilidade, isso se minha condição de enferma caquética permitir que eu chegue viva no IPA e não seja impedida de assistir a apresentação sob risco de contaminação de todos com minha suína.

Aff

e hoje teria show do Teatro Mágico que eu estava contando as moedas e os dias pra chegar, e eu não vou sob o risco de desmaiar ao tentar cantar junto ' O movedor, carejangrejo'

Nariz vermelho da rena do papai Noél, voz de pato Donald, lencinho na mão e um mau humor que é capaz de matar as plantinhas no meu caminho.

¬¬

Tuesday, June 23, 2009

Seduzi...

Ontem, eu indo embora podre morta de gripe que veio chegando e se instalou de vez, desço do bus e demoro tanto tentando abrir o guarda-chuva que fico sozinha na passarela do aeroporto.
Nisso vem vindo do outro lado, tbm sozinho, o cara que eu carinhosamente e secretamente apelidei de 'protótipo de príncipe' e que pega o mesmo T11 que eu muiiiitooo raramente.
Eu ia passar por ele, só eu e ele. Ele é um príncipe de lindo.

Daí eu esqueço de fechar o guarda chuvas na passarela, esqueço que to com um pedaço de papel higiênico na mão e tento segurar com toda força do mundo um espirro, o que não dá certo e acaba saindo uma coisa mega bizarra parecida com isso : arrrrrrrtchasssilllllblup blup blup

Meu nome é sedução.
¬¬

Thursday, June 18, 2009

preciso agir como pobre, mendiga, desabrigada urgente!

Eu te adivinhava
E te cobiçava
E, te arrematava em leilão
Te ferrava a boca, morena
Se eu fosse o teu patrão
Aí, eu tratavaComo uma escrava
Aí, eu não te dava perdão
Te rasgava a roupa, morena
Se eu fosse o teu patrão


Fui no Iguatemi na hora do almoço e DEUS, nunca tive um surto tão consumista.
Acho que isso pode ser comparado aos viciados em crack que quando afastados da droga tem crises seríssimas de abstinência.
Pois é, desde que eu decidi economizar de verdade, hoje foi a primeira vez que me expus a tentação, e gente, nunca aquelas vitrines me pareceram tão lindasm fashions e cheia de itens super necessários pra minha sobrevivência.

As botinhas de cowboy! As melissas.
Depois aquela passada na frente da zara - ai casaco lindo casaco lindo casaco lindo.
Entrando até mesmo na renner pra pagar as contas, um lenço lindo praticamente se agarrou no meu pescoço implorando pra ser levado!

Acho que aí começaram as alucinações.

Resolvi sair ali pelo 2° piso mesmo, sem passar por dentro da loja. No caminho de volta engatei a marcha e fui retinha, só não aguentei e parei na frente da convexo
ahhh carmin com sua botinha meio all star, linda linda linda.

Aquele relógio de parede que é um vinil da imaginarium.....

Enfim, passei reto e desci a primeira escada rolante até a parte do corredor de serviços, pq lavanderia e gráfica não despertam o consumismo de ninguém.

DEUS me ajude nessa luta!

Wednesday, June 17, 2009

Gêmeos

É bom saber que eu não sou a única:


Créditos pro Rafael Tramontin, Gênio na arte de me 'emangoliar' mais do que eu já sou ;)

Tuesday, June 16, 2009

Um algo bom

Meu findi foi tenebroso, com pitadas de crueldade e alguns bons momentos. Enfim, uma cilada Bino! como eu já havia dito antes.
Poderia fazer um daqueles relatos contando como foi, mas é tudo tão complexo e idiota, que como eu disse ontem lá em casa na hora do jantar e que arrancou risos de todos: Não vou desperdiçar um bite com essa gente!

Mas claro, antes de encerrar o assunto, deixo aqui uma frase que li na Caras (sim, isso mesmo)
“Adoro ouvir falar mal dos meus parentes. É a única coisa que me faz suportá-los.''

=*


Um viva a segunda feira, meu pc, minha músicas, minhas pessoas cultas e civilisadas, meu trabalho, meu trajeto. Minha personalidade, meu futuro, minha família, minhas pessoas. Um brinde a tudo que eu tenho, e que depois desse findi com aquelas pessoas tenebrosas (não todas, fique bem claro) e tão bundonas e sem atitude, opinião e educação, é um alento voltar pro mundo que eu criei e ver quão lindo ele é.
E quão diferente e distante de tudo aquilo ele é e está.

Revoltada?
Revoltada é pouco!

mas chega, sem desperdício de bites!
Agora, presente, já que acordei vendo ele lindo na Tv hoje.

Monday, June 08, 2009

A gente sentava na areia pra ver se ouvia a sereia

‘Sopram ventos desgarrados carregados de saudades
Viram copos, viram mundos...

Queria escrever, tem semanas que dá uma baita vontade de fazer algum texto Ge-ni-al, mas eu sempre meio que me travo quando penso que 'OH QUERO TANTO ESCREVER'. Parece que só vai sair banalidade. Mas o fim do dia veio com aquelas pequenas coisas que dão um brilho na vida da gente sabe?
Tenho então que contar a experiência que tive.


Meu avô por parte de mãe vai fazer 80 anos essa semana. Ele vai juntar toda família e amigos no sítio pra um almoço,e eu fui incubida de separar algumas músicas, pra gente ouvir por lá durante os dias, já que tem feriado e tudo mais. E claro, coisas clássicas né, é coisa de família, não ia eu por arctic monkeys e the ting tings. ENFIM:

Separei umas músicas gaúchas, pq o povo lá adora arrastar o pezinho, e me deparei com muitas músicas há tanto tempo esquecidas, que eu nem acreditava que já fazem o que, uns 8 anos que não escutava esse tipo de música.

Resumo da obra, enquanto eu ouvia pra ver qual é qual (mto dos nomes eu não lembrava), meu irmão foi se chegando e deitou na cama aqui do lado, e tipo, ficou ouvindo junto comigo. A gente lembrou tanta coisa disforme, que não conseguia nem nomear. Sabe aquelas músicas que te trazem situações que tu nem imaginaria um dia lembrar?

“Com medo de andar solito..
Ouvindo vozes e gritos
E até no barco um apito da sua imaginação
Olhos esbugalhados, do moleque assustado
Olhando aquele mar bravo
Ora doce, ora salgado
Num temporal de verão
Sem camisa na beradaaaaaaaaa...’

Não sei o que ele pensou ali quieto deitado olhando pro teto largando um ‘bahhhhhhh’ a cada musica que eu botava pra tocar. Mas eu lembrei da gente pirralho no banco de trás do carro imaginando monstros que saiam da lagoa dos patos naquela música aterrorizante pra crianças.


Depois, lembrei da gente na fazendo do meu tio em Santiago, que era a coisa que eu mais esperava no ano, eu nem dormia nos dias antes de ir pra lá. E agente sempre ouvia essas músicas e ficava sentado nos galpões cheio de pelegos e todas aquelas ferramentas e apetrechos que eles falam nas músicas, vendo tudo no seu habitat natural e não só como objeto de decoração de alguma churrascaria.

Enfim, meu pai ouviu eu e meu irmão ouvindo essas músicas e ficou parado na porta aqui do quarto. Ele não vem muito aqui, não curte muito o computador. Mas ficou ali parado quieto, como é o jeito dele. Deu um tempo e saiu, quieto ainda.
Meia hora depois, volta ele e me pergunta se eu consigo achar uma música pelo trecho, e eu digo que sim.
Aí meu pai quietão começa a cantar, todo tímido:
‘Lá vem o Rio Grande a cavalo, entrando no Bororé. Lá vem o Rio grande a cavalo, que bonito que ele é’
Então ele para, e pede pra eu anotar, que ele tem que ir dormir.
Cara, se isso não é lindo, não sei o que é.


----------------------------

‘'Nas noites de lua cheia
a gente sentava na areia
pra ver se ouvia a sereia
por entre as ondas cantando
E hoje volto ali no lugar em que eu vivi
onde andei quando guri
me olho lagoa em ti e me enxergo chorando.’'




...Faziam planos e nem sabiam que eram felizes
Olhos abertos, o longe é perto, o que vale é o sonho!!

o post mais inútil da história.

Acordei com essa frase na cabeça:



"mastigava adjetivos como quindins'

Anotei na minha agenda.

Descobri depois que era do caio abreu, não minha.
Droga.

Sunday, June 07, 2009

Ainda Orangotangos..não? Mas podia!

Este é um post não digno.

Flash 1
Ana e Ananda doando agasalhos


Flash 2
Nós sentadas bebendo num canto escuro com muita fome


Flash 3
Nós na pista garagem, com uma cortina na decoração, dançando uma musica que eu nunca ouvi cercada de pessoas que pareciam todas se conhecer- menos a gente.


Flash 4
Eu num banheiro que tinham homens e mulheres.


Flash 5
Eu toda brilhante.


Flash 6
Nós no frio na rua, agora com mais 2 pessoas que eu não sabia os nomes esperando uma 3° que eu tbm não fazia idéia de quem fosse.

Flash 7
Um flanelinha lucrando uma garrafa quase vazia de champagne.

Flash 8
'anota a comanda dela primeiro assim eu fico sabendo como ela se chama. Agora diz que precisa do telefone'

Flash 9
Nós, agora 5, num porão com uma banda tocando 'mas ela já não gosta mais de mim' e uma oração pra são jorge pintada na parade

Flash10
Eu conversando com alguém que parecia mto outra pessa.

Flash 11
Ananda dizendo 'ana, que noite mais surreal'

Flash 12
Eu vendo fotos de uma criança pintada de tigre

Flash 13
Eu quebrando um copo ou qualquer outra coisa quebrável que eu não vi, só ouvi.

Flash 14
Nós dentro de um táxi conversando com um taxista, ele pedindo o celular pra virarmos clientes dele.

Flash 15
O mundo rodadando no escuro do meu quarto

Flash 16
Eu indo tomar banho pra parar de rodar

Flash 17 (o melhor)
eu no banheiro lendo na embalagem de creme 'loção - moisturization' 'loção - moisturization' 'loção - moisturization' 'loção - moisturization' 'loção - moisturization' . Dai me veio na mente zonza:
educação - education
comunicação - comunication
Báhhhhh em ingles tudo que termina com ão vira ation
[??????????????????????????]

Flash 18
O chão do banheiro cheio de lascas de esmalte vermelho

Flash 19
Eu acordando congelada sentada na cozinha com um galo antando lá fora as 6.30 da manhã

Flash 20
indo deitar - quarto continuava rodando - eu desistindo de deitar

Flash 21
Eu no orkut deixando um recado queima filme pro roger como de prache as quase 7 da manhã.
Flash 20
Me sentindo muito bem, mas sem reflexos e cada vez que deitava ficava bebum. Nunca tinha visto disso.
Então dormi de uma vez e acordei mega torta ao meio dia toda tapada morrendo de calor e pensando "jesuis que noite bizonha foi essa?'

Pois é.

Education - educação
Corporação- corporation

Sério, isso foi mto engraçado, eu me ria sozinha pensando em que breaca bola regrinhas de inglês em meio ao semi-porre??????????????????

Wednesday, June 03, 2009

Sorte de hoje

"A única coisa mais detestável que o frio são os malditos ar condicionados ligados no quente ultra plus fervente"

Tu entra num lugar., quase morre asfixiado, tira casaco, manta e luva, fica todo bagunçado, dai na hora que vai sair esquece que lá fora tá o alaska e toma aquele susto, veste tudo mega correndo e sai mais maloqueiro do que estava lá dentro.

Cara, eu odeio muito essa estação.
Chega setembro!


Fora que,m digitat de luvar é very complicado.
Daqui uns 15 dias já vou estar craque na arte, só preciso de treino!